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Universidades rejeitam proposta do Governo e decidem manter greve no Ceará

A paralisação das atividades acadêmicas segue após servidores e professores do IFCE, UFC, UFCA e Unilab recusarem a proposta feita pelo Governo.

O Governo Federal, teve recusadas as propostas que foram feitas nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24), para acabar com a greve dos professores e servidores do Instituto Federal do Ceara (IFCE), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA) e da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

A greve começou em abril e dentre as suas reivindicações estão a reposição salarial e reestruturação das carreiras. Hoje (sexta-feira) pela manhã, os servidores e docentes realizaram uma assembleia-geral da ADUFC – onde votaram, por unanimidade, manter a paralisação.

Foto: ADUFC/Reprodução

O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Estado do Ceará (SINTUFCE), informou a imprensa que a greve entrou em uma nova fase. A nota emitida pelo órgão, comenta que o Governo Federal demorou 30 dias para tomar iniciativa e realizar negociação.

“A gente teve, no dia 21, mais uma mesa de negociação, a segunda mesa após o início da greve e, apesar do governo ter ficado mais de 30 dias para nos trazer uma resposta, não houve, pelo menos essa é a avaliação da categoria e, por isso, essa proposta do governo foi recusada nas três assembleias realizadas na base”, disse a nota do órgão sindical.

“Por quê? Porque a proposta anterior, o governo acrescentou 1.5% para 2026, deixando 0% para 2024 e, sem atender a maioria das nossas pautas de reivindicações cujo carro-chefe é a reformulação do nosso plano de cargos e carreiras”, complementou o SINTUFCE.

Estão entre as deliberações:

  • Negar o reajuste de 0% em 2024, exigindo pelo menos o IPCA do ano passado;
  • Destinar para o reajuste linear o valor integral previsto para a reestruturação da carreira;
  • Estabelecer data-base para a recomposição;
  • Manter a mesa da carreira como permanente;

Um estudante, 27 anos, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri, que não quis se identificar, conta que a greve, ainda que democrática, está atrasando os estudantes a concluírem suas graduações. Segundo ele, quanto mais tempo levar a paralisação, os estudantes pagaram mais caro.

Eu curso jornalismo na UFCA, e estou perto de concluir o curso. Mas a greve ainda que sendo justa em busca de melhorias para servidores e professores, para nós estudantes torna-se prejudicial. Quanto mais tempo levar para o Governo conseguir cessar a greve, mas danos sofreremos.

Foto: SINDSIFCE/Reprodução
Jornalista Leandro Braz
Jornalista Leandro Brazhttps://portaldialogonews.com.br
Leandro Braz é jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Cariri, antropólogo e especialista em Marketing Digital pela Universidade Federal do Tocantins. Autor de quatro livros, destaca-se por suas obras nos campos da filosofia existencialista e reflexiva. Com ampla experiência em comunicação, é fundador do Diálogo News, onde atua na produção de conteúdo e análise crítica da sociedade.  
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