O projeto prevê vetar a taxação do imposto federal de remessas de até US$ 50, vindas do exterior, e faz parte do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover).
Nesta quinta-feira (23) em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília, Lula explicou que o objetivo do projeto não é somente vetar, mas também negociar e possibilitar melhorias na economia do país. A votação estava marcada para essa quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados, mas foi adiada e ainda não tem data marcada para ser retomada.
O presidente acrescentou que está disponível para discutir o tema com o presidente da Câmara, Arthur Lira.
“Cada um tem uma visão a respeito do assunto. Quem é que compra essas coisas? São mulheres, a maioria, jovens, e tem muita-bugigangas. Eu nem sei se essas bugigangas competem com as coisas brasileiras, nem sei”, acrescentou.
O relator do texto, o deputado Arthur Lira, manifestou “preocupação” com a indústria nacional e desequilíbrio na concorrência com os produtos fabricados no Brasil quando se inclui a taxação no projeto do Programa Mover. Essa isenção também é questionada por entidades ligadas ao varejo.
Por outro lado, o presidente Lula enxerga a necessidade de diálogo, defendendo que haja um equilíbrio em como a cobrança de impostos da população são tratadas.
“Você tem as pessoas que viajam que tem isenção de US$ 500 no Free Shop, que tem mais isenção de US$ 1 mil dólares, e que não paga [imposto], que são gente de classe média. E como é que você vai proibir as pessoas pobres, meninas e moças que querem comprar uma bugiganga, um negócio de cabelo”, comentou.
Texto/ edição: Leandro Oliveira
Fonte: Agência Brasil
